CORINTHIANS EMPATA COM RACING DA ARGENTINA EM 1 A 1 E SE COMPLICA NA SULAMERICANA

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Gustagol resolve, mas não é suficiente enquanto Corinthians não reorganizar defesa


Atacante, de novo, salva Timão da derrota e mantém equipe com chances na Sul-Americana; defesa, mérito de Carille há dois anos, precisa mostrar mais em clássico no domingo.


Desde o primeiro dia de trabalho de Fábio Carille em sua primeira passagem como técnico do Corinthians, há dois anos, sabia-se que o sistema defensivo seria prioridade e que, a partir dali, o time teria evolução – os títulos (Brasileiro de 2017 e Paulistas de 2017 e 18) mostram que a base foi sólida e o trabalho fluiu bem.

Em 2019, Carille voltou ao Corinthians com desafio parecido, mas sem as mesmas peças. O resultado, até o momento é diferente: a defesa se reorganiza aos poucos e precisa de melhora, e a única solução está no ataque, com Gustagol.


Herói no empate por 1 a 1 com o Racing, nesta quinta-feira, em Itaquera, Gustagol manteve vivo o sonho do Corinthians em se classificar à segunda fase da Copa Sul-Americana – diante do adversário mais duro possível nesta primeira etapa no torneio. Os números abaixo mostram que, hoje, o Timão depende quase que exclusivamente dele para chegar ao gol.

O centroavante, agora, tem seis dos oito gols marcados pelo time no ano;
Além disso, só não participou de um gol corintiano na temporada – de Henrique, contra o São Caetano;


Diante do Racing, foi quem mais finalizou: 5 das 12 tentativas do Corinthians, de acordo com o Footstats;


A presença dele perto do gol também faz o Corinthians usar os cruzamentos como “muleta”: foram 27 bolas lançadas na área (oito certas), contra apenas 13 do Racing (dados do Footstats).


O gol marcado por Gustavo dá relativa tranquilidade ao Corinthians, mas não esconde os problemas defensivos às vésperas de novos jogos importantes: além do duelo de volta contra o Racing, dia 27, em Avellaneda, o Timão tem um clássico neste domingo contra o conturbado São Paulo, em Itaquera, pelo Campeonato Paulista.


Ainda que o rival tricolor tenha sido eliminado para o Talleres na Copa Libertadores e tenha anunciado trocas no comando – sai André Jardine, entra Cuca (daqui a dois meses) e fica Vagner Mancini (por enquanto) – a defesa corintiana se mostra um convite à reação adversária.

https://www.youtube.com/watch?v=KSprgQ0fcE4&t=38s


Manoel e Henrique, ambos lentos, vão quase sempre perder se deixados em disputas diretas com atacantes. O primeiro foi facilmente driblado por Andrés Ríos no gol do Racing, e o segundo, mais técnico, não tem se acertado com o novo companheiro. Carille, em entrevista coletiva após a partida, bancou a dupla de zaga e saiu em defesa dela:

– Hoje é a dupla que vou trabalhar, estou trabalhando, fora esse lance foram firmes, foram de imposição contra um time chato e preparado para contra-ataque, ainda mais quando a gente ficou atrás no placar.

Nas laterais, Fagner continua sendo um porto seguro (e com bons avanços ao ataque), enquanto o garoto Carlos Augusto, recém-chegado da Seleção Sub-20, fez o “feijão com arroz” em seu primeiro jogo pelo Timão no ano.

Mais à frente, Ralf é quem tenta limpar a entrada da área, mas, sozinho, tem a tarefa dificultada.

Quando o Corinthians se arrumou momentaneamente no jogo, num 4-2-3-1, Ramiro o ajudou (ainda que o volante esteja em adaptação), e o time ficou um pouco mais protegido.


Só aí, com a cozinha arrumada, é que o Corinthians começou a mostrar sinais de evolução no setor ofensivo: triangulações, tabelas, entendimento maior entre as peças. Vagner Love correu muito, tentou chegar perto de Gustagol, e deixou o jogo por cansaço.

Clayson, Pedrinho e Sergio Díaz, que entraram no segundo tempo, tinham o mesmo objetivo: quebrar a marcação do Racing, às vezes com linha de cinco jogadores, na base do drible e do passe curto.

Ainda há muitos erros nesses passes, que tendem a diminuir com o tempo de trabalho e entrosamento.

O empate chegou só com Gustagol, mais uma vez. Ao menos na finalização das jogadas, o Corinthians já tem sua solução. O desafio de Carille é acelerar a construção do time em meio a jogos “grandes”.

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