Reforma da Previdência deixa nítido que Maia e Bolsonaro não falam a mesma Língua.

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Se eu pedir qualquer coisa para Bolsonaro, ele faz o contrário

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje, em entrevista ao programa “Pânico”, na rádio Jovem Pan, que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, cumpre um “papel correto, colocou tranquilidade para os Poderes”, mas negou que seu apoio seja decisivo para ela ser reconduzida.

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Se eu pedir qualquer coisa para o [presidente Jair] Bolsonaro, ele vai fazer o contrário”, disse. Maia afirmou que um dos inquéritos que ele respondia, com acusações de executivos da empreiteira Odebrecht, foi arquivado, e que responde hoje a apenas dois inquéritos.


Ele afirmou isso para destacar que Dodge pediu prorrogação de uma acusação de 2008que ele considera prescrita, mas que nunca reclamou da postura dela. “Você nunca me viu reclamar.

Como o outro foi arquivado, daqui a 60 dias tenho certeza que esse será arquivado também”, afirmou.
Armas
Maia reconheceu ter dificuldades com a concessão de porte de armas, por considerar uma medida perigosa e que, por isso, deve ser mais restrita.

“O porte tenho mais dificuldade.

É mais perigoso uma pessoa sair com uma arma fora de casa. Tem que ser mais restrito.

Não é todo advogado que tem que ter porte, não é todo político que tem que ter porte, tem que provar a legítima necessidade como diz a lei”, disse Maia.


O parlamentar do DEM reforçou que uma parte do decreto de armas encaminhado ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro era inconstitucional e afirmou que, mesmo entre os que defendem a posse e o porte de armas, é melhor que a regulamentação seja feita por lei.


“A única parte que é 100% constitucional, que pode ser feito por decreto, é dos CACs.

Ma é melhor fazer por lei. Se não, em 2023, o novo presidente pode ser desarmamentista e derrubar o decreto”, afirmou Maia, em referência às regras para colecionadores, atiradores e caçadores.


Ele lembrou que a discussão da posse não foi votado no ano passado, porque Bolsonaro pediu que o texto fosse analisado no primeiro ano de mandato dele.


Maia defendeu que a posse deve ser estendida nas propriedades rurais – “vale a posse em toda a propriedade, não apenas na sede”- e também demonstrou-se entusiasta de “retirar o poder discricionário da Polícia Federal sobre a posse de arma depois de todos os requisitos atingidos”.
2022
Maia afirmou que o alinhamento do DEM com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para disputar a Presidência em 2022 é “natural”, como “seria natural o estar com o Luciano Huck se ele decidir ser candidato”.


“O governador de São Paulo é sempre um pré-candidato forte à Presidência”, disse.

“Doria começou bem o mandato e, pelas pesquisas, a avaliação dele melhorou muito”, comentou, destacando o papel do vice-governador, Rodrigo Garcia – que é do DEM -, na formação do secretariado.


Questionado sobre qual seu plano para 2022, se pretende concorrer à Presidência, ao governo do Rio ou senador, Maia respondeu que a eleição está longe e que, antes de pensar em qual cargo concorrerá, precisa reorganizar as despesas do governo.

“Se não vou ter que concorrer a governador falando em aumentar alíquota e cortas despesas, não vou ser eleito”, disse.
O presidente da Câmara afirmou que “é e continuará” sendo amigo do ex-senador e deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), investigado na operação Lava-Jato. Segundo Maia, Aécio tem sido o ótimo deputado, mais restrito aos bastidores. “Tenho relação muito boa com o Aécio, é meu amigo”, disse.

“Ele é meu amigo e vai continuar sendo meu amigo sempre”, afirmou. (Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro | Valor)

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FONTE : Valor Economico.

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